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#NOVOSEIXOS: Comunicação Popular e a necessidade de fortalecer discursos

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Meios de comunicação comunitários e alternativos fogem da lógica dos veículos tradicionais

A popularização dos meios de comunicação alternativos tem como principal fator a internet. Estes veículos buscam dar representatividade a segmentos pouco explorados pela grande mídia. Para debater este assunto, a Semana de Comunicação e Design recebeu a assessora de comunicação do Centro Cultural Bom Jardim, Amanda Nogueira, mestre em comunicação pela Universidade Federal do Ceará (UFC). O encontrou aconteceu nesta quarta-feira, 5, no estúdio de TV, da Faculdade 7 de Setembro (FA7).

Segundo Amanda Nogueira, ainda existem dificuldades para conseguir concessões para criação de rádios comnuitárias.  (Fotos: Gabriel Caúla)

Segundo Amanda Nogueira, ainda existem dificuldades para conseguir concessões para rádios comunitárias. (Fotos: Gabriel Caúla)

Web rádios, portais, aplicativos e páginas em redes sociais são algumas das ferramentas utilizadas por aqueles que desejam ser ouvidos. O trabalho desenvolvido pela assessora do Centro Cultural busca desenvolver projetos que fortaleçam a comunicação popular na comunidade e assim dar visibilidade à juventude. “Os veículos de comunicação não abordam o que acontece lá no Bom Jardim, por isso a necessidade de ver pela internet”, ressalta a assessora.

Segundo estudos realizados por Amanda, a internet permite hoje que os jovens mantenham laços e assim formem agrupamentos que se relacionam entre si e entre outros grupos. “Dentro da comunicação popular e alternativa podemos também perceber como o diálogo dessa juventude da periferia é importante, principalmente mediado por dispositivos moveis através da internet”.

A dificuldade de se obter concessões para a criação de rádios comunitárias é tema de debate na comunidade. Amanda explica que já existem algumas rádios dentro da comunidade, mas a ideia é criar uma que leve a voz da música do bairro. Driblando esse obstáculo, surgem as ”Bikesom”, bicicletas que levam o som da comunidade pelas ruas do bairro. Para a pesquisadora, o apoio à comunicação comunitária é uma alternativa. “Todos nós fazemos comunicação. Somos comunicadores natos e temos potência de falar. Podendo assim abraçar vários discursos, tanto o da comunicação popular como o tradicional dos grandes meios”, concluiu.

Dyego Viana
4º Semestre

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