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A busca por novos desafios e aprendizado

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Entrevistas, Texto

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Em entrevista, a jornalista e ex-aluna da Fa7, Natalie Caratti, fala sobre suas experiências e analisa o mercado de trabalho cearense

A busca por novos desafios e capacitação profissional levou a jornalista e ex-aluna da Faculdade 7 de Setembro (Fa7), Natalie Caratti, a São Paulo. Atualmente, a jornalista trabalha na agência de comunicação paulista Merci Hotel de Comunicação, que atende clientes de moda e design e não pensa em retornar tão cedo a Fortaleza.

Quinto Andar: Você sempre quis fazer jornalismo?
Natalie Caratti: Jornalismo não era a primeira opção. Fiz alguns testes vocacionais e os resultados eram para Letras e Direito.

QA: E o que levou você a fazer essa escolha?
Natalie: Conversando com amigos e parentes, veio o jornalismo como uma boa possibilidade. Entrei no curso e me apaixonei totalmente quase no final da faculdade (*). [risos]

Natalie CarattiQA: Durante a faculdade, quais foram as suas experiências profissionais?
Natalie: Estagiei na Assessoria de Comunicação da Coordenadoria Especial de Juventude; fiz estágio voluntário na editoria de Cidade do Diário do Nordeste; e estagiei na editoria de Polícia e Cotidiano no jornal O Estado.

QA: Foi difícil entrar no mercado de trabalho logo após a formatura?
Natalie: Não foi difícil entrar, não. O pior foram as dúvidas, em que área eu realmente queria atuar.

QA: Quais foram as suas primeiras experiências de mercado cearense?
Natalie: Logo após a formatura, fiz um frila de Assessoria de Comunicação para as campanhas da Rachel Marques e Ilário Marques [deputada estadual e deputado federal]. Depois trabalhei na Assessoria de Imprensa da Coordenadoria de Projetos Especiais da Prefeitura de Fortaleza.

QA: Quando entrou no mercado, o que mais lhe chamou a atenção no jornalismo cearense? Há boas oportunidades?
Natalie: O mercado é fechado. Mas se você passou por boas experiências na faculdade, facilita bastante. Há bons empregos, mas, normalmente, o salário é baixo. No fim das contas, uma especialização e correr por um emprego público, estudando ainda na faculdade, se configuram como um bom caminho. Principalmente, nos dias de hoje, em que o mercado é tão instável.

QA: E a questão salarial, o que acha dos valores oferecidos aos jornalistas aqui no Ceará? E os chefes, eles estão dispostos a ajudar os recém-formados?
Natalie: O salário normalmente é baixo e se ficar melhor, as exigências acompanham. Agora, nunca pagam o piso para assessor de imprensa, raros os casos. Só mesmo se for Organização Não Governamental (ONG) e órgãos públicos, e olhe lá. No entanto, existe também a possibilidade de ir para a área acadêmica que é bem interessante. Bom, retorno ao pensamento do concurso público que realmente te traz uma estabilidade financeira. Ou, ainda, uma empresa própria. São muitos os caminhos, não podemos levantar a bandeira “todo jornalista é liso”, apesar da maioria ser mesmo [risos]. Mas sempre há oportunidade para quem está disposto. Quanto aos chefes, depende muito. Eles normalmente tratam os recém-formados e os veteranos da mesma maneira.

QA: Quais motivos a levaram a São Paulo?
Natalie: O primeiro de todos: mudar de ares e aprender a viver longe do conforto que começou a incomodar. Buscar cursos bacanas, como o de Locução e Dublagem e Jornalismo Gastronômico, cursos que ainda quero fazer aqui.

QA: Qual a sua atual posição no mercado de trabalho?
Natalie: No momento, estou numa agência de comunicação, a Merci Hotel de Comunicação, que trabalha com clientes de moda e design. Aqui, em São Paulo, são muitas as agências de comunicação. Em cada bairro tem umas dez, acredito.

QA: Quais as principais diferenças entre o mercado de trabalho de Fortaleza e São Paulo?
Natalie: As pessoas aqui cobram mais, são mais sérias. A fama de que só trabalham é verdadeira [risos].

QA: Conta uma pouco da sua experiência em São Paulo.
Natalie: São Paulo é uma cidade totalmente multifacetada e apaixonante. Em cada rua, a gente se depara com arte, música e gente de tudo quanto é tipo. A quantidade de idosos e pessoas andando pelas calçadas também impressiona. Paulistanos são mais reservados e não ter praia na cidade deve ajudar um pouco para esse jeito talvez meio “sisudo”. Sol deixa a gente mais “agoniado”, mais falante [risos]. Bom, mas a cidade é sedutora, amo morar aqui. A cena cultural é incrível e a oferta de cursos é infinita.

QA: Você pretende voltar a Fortaleza?
Natalie: Sinceramente, só daqui a três anos ou mais. Mas tudo nessa vida é uma surpresa.

QA: Quais as dicas que passa para os alunos de jornalismo que estão entrando agora na faculdade?
Natalie: Aproveite bem essa faculdade que te faz perceber o cotidiano e as pessoas de uma forma mais ampla. Ela te faz uma pessoa melhor. Depois, tente logo trabalhar na área para saber se é isso mesmo que quer para sua vida, veja também uma área de interesse e foque nisso!

QA: E quais as dicas para aqueles alunos que já estão se formando e estão em busca de oportunidades no mercado de trabalho?
Natalie: Faça cursos de especialização na área que goste e corra atrás.

(*) Natalie Caratti se formou em Jornalismo na Fa7 em 2010.

Liane Braga
Recém-formada em Jornalismo na Fa7

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