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Caminhando e pensando

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Crônicas, Texto

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Minha gente, eu não sou muito de viajar. Não porque não gosto. Aliás, adoro. Mas tempo livre é para poucos sortudos. Todas as minhas viagens passaram pelo Nordeste. Encantador por sinal. Mas como todo mundo fala da beleza apaixonante do Rio de Janeiro, aproveitei que tinha um congresso de jornalismo por lá e me mandei.

Não sei se ele continua lindo, pois nunca havia ido para lá. Mas realmente é lindo e, como haviam dito, apaixonante, com as praias, shoppings, barzinhos, teleférico do Pão de Açúcar… Ah, o Cristo! Perto de Deus sem sair da Terra. Fé renovada. Me sentia nas novelas do Manoel Carlos só em caminhar no calçadão do Leblon. Tudo é lindo e limpo, mas confesso que o que realmente me apaixonou foram as calçadas. Isso mesmo!

As calçadas, minha gente, são de fazer inveja a qualquer Fortaleza. Não que elas sejam chiques, cobertas de porcelana chinesa e cheias de luzes. O lindo delas são as árvores que cobrem todo o percurso. Calçadas amplas, que cabem famílias inteiras, uma do lado da outra. Dava gosto de caminhar por elas. Ninguém precisava se esbarrar para garantir espaço.

Via as pessoas passeando com seus cachorrinhos, turistas encantados até com a banca de revistas. Eu apenas olhando para as calçadas. Urbanizadas, amplas e limpas. Como um dia espero encontrar em todas por aqui. A urbanização é aquela que aparece com o tempo, além de ser feita pelo dono do imóvel.

Aí, alguém vai dizer: “a cidade do Rio de Janeiro foi planejada. Era a capital da República”. Tá certo! Mas o nosso planejamento pode começar a partir de agora, para, talvez, um dia, acompanharmos as calçadas de primeiro mundo do Rio de Janeiro.

Iury Costa
8º semestre

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