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Chuva de desatinos

Categoria:

Crônicas, Texto

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Hoje, chove. E, quando chove, surgem cascatas de grosserias que brotam das bocas dos mais improváveis “seres dotados de inteligência”. E se estamos no carro? O dobro de difamações jorra na sua face. Falo por experiência própria. O motorista que nunca foi xingado que atire o primeiro palavrão.

Darei aqui meu testemunho. Estava voltando pra casa e o sujeito breca na minha frente. OK, minha culpa, estava muito perto. Desci para tratar do ocorrido e arcar com os custos. Mesmo assim, a conversa não fluiu. Na verdade, fluiu em uma direção que já devia ter imaginado. Aprendi nomes que não são legais, nem se usados nas trovoadas da noite. A mente nebulosa do homem me amedrontou.

Espero que acabem todas as palavras de maldição que escorreram da mente do homem e começo a conversar. No final, tudo resolvido, contas pagas e a pessoa joga uma “desculpe”. Turvo, porém, sincero. E vejo que as águas trazem com elas pressa e impaciência. A pessoa se atola no baixo calão mesmo sem querer.

Não podemos deixar que um episódio manche uma vida de aprendizados, julgo eu, contribuintes da moral. Saia mais cedo para evitar que um palavrãozinho pingue da sua boca. Que a chuva limpe a alma das pessoas. E, que no final, todos tenham um bom e límpido dia.

Iury Costa
8º semestre

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