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A pergunta que não quer calar

Categoria:

Crônicas

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Tarde de domingo.Algumas horas depois do almoço em família, enquanto a esposa e os filhos gêmeos tiravam aquele cochilo da tarde, Alfredo, como de costume, organizava sua pasta de trabalho e checava a agenda para a semana seguinte, quando foi surpreendido com a pergunta de Jorginho, de sete anos, o mais velho dos três filhos.

– Papai, como é que se faz sexo?

Alfredo, depois de alguns segundos paralisado, ainda sem saber se tinha mesmo escutado aquilo, retornou perguntando:

– O que você sabe sobre este assunto, Jorginho?

– Ah, sei lá. É porque ouvi a tia Amália contando pra tia Flora que não faz sexo com tio Pedro há um tempão, porque ele nem olha pra ela. Aí eu não entendi.

Assustado com aquilo que narrava seu filho, o pai falou.

– Olha, Jorginho, em primeiro lugar não se deve escutar conversa de adulto. É falta de educação e de respeito, certo?!

– Mas, outro dia também estavam falando na televisão que as crianças sabem muito mais de sexo do que vocês imaginam, mas eu não sei e quero saber.

O pai procurava a melhor maneira de responder a pergunta, que, sabia ele, viria mais cedo ou mais tarde.

– Sexo é… é… assim.. é namorar! – disse, rapidamente, o pai, temendo que viessem mais perguntas.

– Ah, é isso, então eu já sei fazer sexo. Eu namoro a Larissa lá do meu colégio.

– Menino!! – gritou Alfredo.

Suiany Rocha
6º semestre

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