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CIDADANIA: Comunicação popular e alternativa no Antônio Bezerra

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A criação de um site surgiu após curiosidade da filha de um jornalista, sobre quem foi Mister Hull

Com 1.500 acessos diários, em média, o site do Bairro Antônio Bezerra (BAB) tem despertado a atenção não apenas dos moradores locais, mas de outras áreas de Fortaleza. E a estatística é apresentada pela empresa que hospeda o BAB.

Reportagem feita na comemoração dos 10 anos do site, Inácio mostra um pouco do seu trabalho (Foto: Arquivo Pessoal)

O site tem o objetivo de resgatar a história do lugar e promover um canal de divulgação com os moradores. O conteúdo publicado, por exemplo, que critica a política pública, quando apresentado ao órgão responsável pelo bairro, como a Regional III, o atendimento às necessidades é prontamente identificado e articulado a fim de favorecer o desenvolvimento social e urbano do local.

A periodicidade de conteúdo é de acordo com os eventos realizados no bairro. Não há, portanto, um período regular. Em 2015, no aniversário de 10 anos, o site trouxe uma proposta para a comunidade e apoiadores do projeto, ou seja a versão impressa do trabalho realizado virtualmente: a Revista BAB. Atualmente, está na 9ª edição e o conteúdo é sobre as personalidades do próprio bairro.

A plataforma de comunicação alternativa recebeu dois prêmios Sefin de Comunicação (2011 e 2012) realizados pela Secretaria de Finanças do Município de Fortaleza. Além deste, também recebeu o prêmio do Hemoce – Mobilizador Social e da Comenda Barro Vermelho, premiação recebida pelos 70 anos do bairro Antônio Bezerra.

Essa plataforma existe desde que Maria Victoria, filha do jornalista e coordenador do site, Inácio Rocha, perguntou, em 2005, quem foi Mister Hull, nome da principal avenida do Antônio Bezerra. Na época, Inácio também não sabia quem era. A partir disso, pensou que assim como eles, muitas pessoas também não soubessem sobre Mister Hull, quiçá outras curiosidades sobre o bairro que residem.

O jornalista Inácio Rocha com a 1ª edição da revista BAB (Fotos: Arquivo pessoal)

Foi então que ele criou o site para disponibilizar informações sobre o lugar, como a primeira missa celebrada, o primeiro padre a celebrar e a primeira escola. Além de dados históricos, mais funcional é a participação dos moradores e o espaço para negócios. Na versão virtual, os residentes têm acesso a seções de classificados e contatos dos comércios espalhados pelas ruas do bairro, desde escritórios a farmácias.

Hoje, está há 12 anos no ar. A publicidade exposta no site custa, geralmente, R$ 70,00, o banner lateral; e R$100,00, o principal. Para realizar seu trabalho, Inácio utiliza apenas um computador, uma máquina fotográfica e um gravador de mão. Com o site passou, então, a comunicar informações de interesse e também a cobrar ações do poder público. Conseguiu, com isto, um forte aliado para tentar resolver os problemas da comunidade.

 

Texto: Virna Magalhães (3º semestre – Jornalismo)

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