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DESAFIO SOCIAL: Promotor aponta abandono da escola e atos infracionais

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Uni7 Informa

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Alunos e professores da Uni7 conversaram sobre a importância de buscar maneiras de levar os adolescentes para perto da escola e para longe do mundo do crime

A relação da evasão escolar dos adolescentes com os atos infracionais. Esta foi uma das principais questões de uma conversa com o promotor de justiça, Sérgio Louchard, da Infância e Juventude do Estado do Ceará. Os alunos discutiram a relação entre os dois assuntos que são a causa e o efeito para a quantidade de adolescentes que cometem algum tipo de infração. O encontro foi realizado na quarta-feira, 30, no Centro Universitário 7 de Setembro (Uni7).

Para Sérgio Louchard, o grande mal é que jovens estão fora da escola (Fotos: Deisa Rocha)

O promotor revelou que está sendo realizado um diálogo entre instituições públicas, como secretarias de Educação, para iniciar um trabalho de prevenção de atos infracionais. Segundo Louchard, cerca de 90% desse público está fora da escola, o que contribui para que esses adolescentes venham cometer algum ato ilícito. “O grande mal é que esses jovens estão fora da escola. Porque quem está na escola, a chance de praticar um ato infracional é bem pequeno”, alerta. O promotor explicou que os adolescentes cometem atos infracionais por uma série de motivos. E que este não é apenas um problema de segurança pública, mas um problema de todos nós.

No Brasil, os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 1,3 milhão de jovens com 15 e 17 anos deixaram de frequentar a escola, onde 52% não concluíram o ensino fundamental. “A gente precisa fazer nosso papel de escola e de educador na transformação da sociedade. Se a gente não acreditar na educação, então, que futuro nossa sociedade vai ter?”, questiona a pedagoga e estudante do curso de Direito, Silvia Reis, do 7° semestre.

Umas das ferramentas apontadas por Louchard de fundamental importância é o diálogo. Em territórios vulneráveis, existe a necessidade de que as escolas e as pessoas que serão agentes nesses casos estejam preparados para a construção de um diálogo com a comunidade.

Estudantes e professores da Uni7 debateram o tema e destacam o diálogo como ferramenta

Para o também estudante de Direito, Renan Martins, o acolhimento dessas crianças e adolescentes tem papel fundamental para que os mecanismos de exclusão não se perpetuem. “É muito importante trabalhar a educação de forma plena, de forma eficaz para que essas crianças e adolescentes sejam resgatados para uma ideia de sociedade. Que elas tenham um amor, um carinho e não serem excluídas cada vez mais pelos mecanismos criados pela própria sociedade”, concluiu.

 

Texto: Magno Paz (7º semestre – Jornalismo)

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