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DESCASO: Abandono de animais continua no Campus da Uece

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A situação de gatos e cães deixados ilegalmente no Itaperi está cada vez mais caótica 

Gato com doenças e maus tratos, dormindo no banco da praça do Campus (Foto: Gerliane Viana)

A grande quantidade de animais abandonados aumenta os riscos de doenças para os estudantes e funcionários da Universidade Estadual do Ceará (Uece). É um descaso dos próprios donos que deixam seus animais nas dependências do Campus do Itaperi. Embora mutirões tenham sido realizados pela Faculdade de Veterinária ou por projetos de alunos para castrar os animais, a situação foge ao controle da instituição.

Embora a situação dos animais penalize muitas pessoas, se não forem tomadas medidas de controle, problemas de saúde podem gerar doenças ou gerar inconveniência para pessoas alérgicas. Além disso, há reclamações e manifestações com frequência sobre a situação de gatos e cães.

Animal se alimentando nas ilhas de água e ração instaladas pela universidade e estudantes (Foto:Gerliane Viana)

A estudante Mayra Ferreira, que cursa Veterinária na Uece, afirma que quando universitários e funcionários se deparam com animais no Campus, procuram postar em redes sociais para tentar viabilizar alguma adoção. Outros levam ração para alimentá-los ou os conduzem para as ilhas de alimentação, instaladas pela universidade com objetivo de reduzir a quantidade de animais espalhados pelos corredores, lanchonetes e salas de aula.

Mayra lembra que foi criado o Grupo de Apoio e Bem-Estar Animal (GABA) composto por alunos de Veterinária. Por meio de doações ou do próprio bolso, eles compram rações e mobilizam campanhas de castração e vacinação.

A campanha de castração não é feita somente pelos estudantes que compõem as instituições, a organização do curso também auxilia. A universidade também expôs placas de conscientização que tiveram resultados positivos, pois determinadas pessoas após verem as placas, acabam desistindo de deixar o animal. A estudante lembra ainda que a universidade está avaliando medidas para diminuir o índice de abandono.

Há relatos de pessoas que já foram machucadas pelos animais nas dependências do Campus, mas, geralmente, esses ataques ocorrem após a pessoa ter mexido com o animal. Denúncias de maus-tratos podem ser feita e legitimadas pelo Art. 32, da Lei Federal nº. 9.605 de 1998 (Lei de Crimes Ambientais) e o Art. 164 do Código Penal. Ela prevê o crime de abandono de animais para aqueles que introduzirem ou deixarem animais em propriedade alheia, sem consentimento de quem de direito.

Houve tentativas para falar com a comissão instituída pela Reitoria da Uece, mas ninguém respondeu os contatos e não se pronunciou sobre o assunto.

 

Texto: Gerliane Viana (3° Semestre – Jornalismo)

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