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GRAFITE: Artista urbano fala sobre a arte de rua como manifestação artística

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O que é grafite? Pichação e grafite são a mesma coisa? E street art, o que é? Estas e outras dúvidas foram abordadas por Gleison Luz

Luz mostrou aos estudantes exemplos de cada um dos segmentos que envolvem o grafite  (Foto: Letícia Firmiano)

Luz mostrou aos estudantes exemplos de cada um dos segmentos que envolvem o grafite
(Foto: Letícia Firmiano)

Na última quarta-feira, 21, a arte contemporânea encontrada nas ruas de diferentes cidades do Brasil foi assunto da palestra “Luz e a produção do grafite em Fortaleza”. Organizado pelos cursos de Comunicação Social, da Faculdade7 de Setembro (FA7), o encontro teve como convidado o artista urbano Gleison Araújo, conhecido como Luz.

A arte do grafite é uma forma de manifestação artística em espaços públicos. Foi introduzido no Brasil no final da década de 1970 em São Paulo, e, em Fortaleza, surgiu no início dos anos 2000. “No mundo, o grafite abrange todos os segmentos de arte urbana, mas, no Brasil, há divisão entre grafite e pichação”, explica o artista.

Outro assunto abordado foi o preconceito da sociedade sentido por ele e por outros artistas. “As pessoas acham que artistas urbanos são ligados ao vandalismo. Esquecem que o artista só quer expressar sua arte”, destaca Luz. E fala ainda sobre situações perigosas em que já passou. “Já colocaram arma na minha cabeça, e fico vulnerável ao perigo, pois trabalho na rua”, conta.

Segundo André Iosolini, estudante do 1° semestre do curso de publicidade e propaganda, o artista conseguiu mostrar o que a arte urbana é de fato. “Acho que não só pra mim, mas para a maioria das pessoas que estavam ali, ele mostrou que aquilo que, por muitos, era considerado vandalismo, é arte urbana, abrindo a cabeça das pessoas”, ressalta o estudante.

A palestra ocorreu durante a aula de Estética e História da Arte, e o professor da disciplina, Paulo Germano, destaca a importância da tema para que os estudantes conheçam mais a respeito da arte contemporânea. “É uma possibilidade de aprender mais sobre a arte contemporânea, assunto abordado em sala de aula, que hoje é encontrada também fora dos museus, nas ruas”, ressalta o professor.

"Gosto de ouvir a interpretação das pessoas, aumenta a dinâmica do meu trabalho", afirma Luz  (Foto: Site do artista)

“Gosto de ouvir a interpretação das pessoas, aumenta a dinâmica do meu trabalho”, afirma Luz
(Foto: Site do artista)

Israel Freire, estudante do 3° semestre do curso de publicidade e propaganda da FA7, destaca a importância da palestra para a “desmistificação” da arte de rua, sendo representada desde a pichação à arte do grafite. “O artista mostrou aos estudantes a importância deste tipo de arte que é genuína das ruas e, muitas vezes, passa despercebida, e até mesmo visto como algo marginalizado”, afirma.

Luz explicou que cada um dos segmentos, por mais que estejam ligados, possuem suas próprias características, mostrando exemplos seus e de artistas famosos, esclarecendo também o que é um artista urbano. “Artista urbano é aquele que usa a rua como sua tela”, explica.

A respeito da polêmica acerca de pichações em locais privados, e a forma que a sociedade enxerga esse tipo de ato, o artista disse que muitos até aceitam o grafite, mas confundem pichação com vandalismo, o que é relativo, pois a pichação tem como característica o código, o que muitas vezes é difícil do espectador entender. “A rua é um lugar público. O grafite não é um remédio para a pichação, o que tem que prevalecer é o respeito”, finaliza Luz.

Quem não pôde ir para a palestra ou foi e ficou querendo mais, acontecerá novamente nesta sexta-feira, dia 23, às 7h30, na sala 509, no quinto andar da FA7.

Confira também o site do artista Luz: http://www.artistaluz.com

Beatriz Rocha
5° semestre

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