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INCLUSÃO: Ensinamentos da escola que guiam alunos por toda vida

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Há quase 20 anos instituição de ensino auxilia alunos com dificuldades educacionais especiais

Se o conhecimento do passado de luta em defesa das diferentes infâncias é um direito humano que deve ser reconhecido e garantido por todos – apontado no projeto 25 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente – Conquistas e Desafios -, o que dizer do atendimento de crianças e adolescentes detectados com dificuldade de aprendizagem? No Ceará, o Núcleo de Atendimento Pedagógico Especializado (Nape) sabe perfeitamente como preparar para atendê-las.

A proposta do Nape é educar alunos com dificuldades de aprendizagem (Foto: Eduardo Sampaio)

Inaugurado em 1998, na Escola Polivalente Modelo de Fortaleza, o Nape atende crianças e adolescentes detectados com dificuldades de aprendizagem. O diagnóstico é feito após o professor observar a complexidade que o aluno enfrenta para assimilar os conteúdos em sala de aula.

Na última sexta-feira de cada mês, os profissionais do núcleo de atendimento realizam visitas às escolas de seus pacientes. Neste encontro, avaliam o desenvolvimento do aluno nas aulas regulares. “É uma maneira de acompanhar o estudante, elaborar novas medidas que o auxiliem na sua desenvoltura”, afirma a assistente social, Glenna Pinheiro, responsável pela inserção dos alunos no programa.

Outra atividade realizada pelos profissionais é o estudo de caso. A cada quinze dias eles se reúnem para analisar casos específicos. Avaliam a situação do aluno, compreendendo a sua dificuldade educacional e o encaminham para o atendimento, sendo eles: assistência social, pedagogia, psicologia, fonoaudiologia e terapia ocupacional.

Uma das dificuldades iniciais no atendimento dos alunos é a superproteção dos pais. Em casa, costumam deixar os filhos completamente ‘à vontade’, informa a pedagoga Ana Paula Macêdo. A fase de adaptação do aluno no núcleo, em um primeiro momento, é difícil para os responsáveis.

O ambiente dispõe de uma estrutura familiar para os estudantes especiais (Foto: Eduardo Sampaio)

O programa visa, no entanto, que os estudantes se vejam independentes, para que, posteriormente, se sintam incluídos. Capazes de aprender, de executar atividades como amarrar o cadarço, e tomar banho sozinho. A terapeuta ocupacional, Leivânia Alves, estimula o aluno a sentir-se produtivo, criativo e a ter uma boa coordenação motora.

“Quando eles superam um trauma, se aceitam, se sentem preparados para aprender”, respondeu a psicóloga Juliana Holanda, ao ser questionada sobre o que seria um caso de sucesso. Em relação aos alunos que precisam de atendimento psicológico, é de grande importância quando eles conseguem assimilar os conteúdos em sala de aula. As disciplinas são diferentes do ensino especial.

De um modo geral, para os profissionais que compõem o Nape, a maior realização obtida é ver o aluno ser aceito na escola, pelo aluno regular e pelo professor.

Serviço
E.E.F.M. Polivalente Modelo de Fortaleza
Av. A, nº 482, 1ª etapa – José Walter
Tel. (85) 3101.3096 / 3291.2423 / 3291.4392

Texto: Eduardo Sampaio (4° semestre – Jornalismo)

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