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OFICINA: Mídia e direitos humanos é tema de evento realizado em Fortaleza

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O foco central foi o comportamento da imprensa e os desafios da cobertura da violência

Divididos em grupos, os participantes discutiram sobre o tipo de cobertura atual e de que forma ela pode ser melhorada.   (Foto: Marília Mundim)

Divididos em grupos, os participantes discutiram sobre o tipo de cobertura atual e de que forma ela pode ser melhorada. (Foto: Marília Mundim)

A oficina “Mídia e Direitos Humanos – Um olhar sobre a cobertura da violência” reuniu profissionais da área da comunicação e do direito, além de estudantes e integrantes de entidades de proteção à criança e ao adolescente. Com objetivo de buscar do o diálogo e a reflexão sobre como os meios de comunicação, a oficina abordou assuntos e exemplos de todas as regiões do país.

O evento, realizado dia 21 de outubro, foi promovido pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) e pelo Ministério Público Federal (MPF), em conjunto com a ANDI – Comunicação e Direitos. A ação visa à humanização dos chamados programas policialescos.

Durante todo o dia foram discutidos os diferentes tipos de violação de direitos humanos praticados na cobertura policial. Tomou-se como base, entre outros instrumentos legais, a Constituição Brasileira, o Pacto de Direitos Civis e Políticos, e a Convenção Americana sobre Direitos Humanos.

A exposição de reportagens serviu como exemplo prático das violações cometidas na mídia em geral, principalmente pelos programas policiais (Foto: Marília Mundim)

A exposição de reportagens serviu como exemplo prático das violações cometidas na mídia em geral, principalmente pelos programas policiais (Foto: Marília Mundim)

Para a gerente de Qualificação e Relações Acadêmicas da ANDI, Suzana Varjão, que liderou as discussões durante a oficina, o problema da cobertura se inicia no ato da apuração. “É na relação entre repórter e fonte que a notícia é construída. Por isso o jornalista deve ter atenção especial ao entrevistar acusados ou suspeitos, pois seus direitos como cidadãos devem ser respeitados”, afirmou.

Entre as questões levantadas no encontro, as principais foram: como fazer jornalismo policial de forma correta?; Como fugir do “modelo” de programa feito atualmente? ; De que forma proceder ao receber pautas que possam ir de encontro com o que é eticamente errado?; A oficina indica um caminho, mas cada profissional, dentro do seu campo de atuação, deve fazer uma análise do que deve ou não ser feito.

Durante todo o dia foram discutidos os diferentes tipos de violação de direitos humanos praticados na cobertura policial (Foto: Marília Mundim)

Durante todo o dia foram discutidos os diferentes tipos de violação de direitos humanos praticados na cobertura policial (Foto: Marília Mundim)

O Procurador Federal dos Direitos Humanos, Aurélio Rios, destacou que o formato reduzido, para apenas 30 pessoas, permite maior interação entre os participantes, proporcionando a troca de ideias e de comparação de pensamentos divergentes. Para o procurador, “a oficina é um espaço de dialogo entre os diferentes atores que podem contribuir para uma cobertura de mídia humanizada”.

A estudante de jornalismo Lérida Freire acredita que ter esse tipo de espaço de discussão é muito enriquecedor, principalmente por ter tido contato com diferentes profissionais. “Saí de lá, não sabendo de tudo, mas incentivada a refletir mais sobre isso”, pontuou.

Na oportunidade, foram apresentados dados preliminares de um estudo sobre a cobertura do tema no país, feito pelo Ministério Publico em parceria com órgãos estaduais de proteção ao cidadão. Os resultados finais serão divulgados no início de 2015.

Ariadne Sousa
5º semestre

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