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SEMANA DA COMUNICAÇÃO 2015: Discussão para além do tema ‘direito à comunicação’

O debate da democratização da comunicação não é nova, mas é essencial para a vida da sociedade brasileira

Discutir temas relevantes sob a perspectiva da comunicação como direito humano. Este foi um dos pontos tratados na palestra “Direito à comunicação”, apresentado pela jornalista Natasha Cruz, nesta quinta-feira, 10, na Faculdade 7 de Setembro (FA7). O objetivo era debater questões relacionadas à democratização dos meios de comunicação.

Natasha Cruz é assessora de Comunicação do CEDECA (Fotos: Beatriz Mendes)

Natasha Cruz é assessora de Comunicação do CEDECA (Fotos: Beatriz Mendes)

Natasha Cruz, jornalista formada pelo Centro Universitário Estácio/FIC e assessora de Comunicação do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (CEDECA), sempre foi interessada em temas relacionados aos direitos humanos, causas sociais. Na prática, ainda atuou na Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (Enecos). ‘’Não faz sentido estudar comunicação social sem saber os seus direitos’’, disse.

No debate, um dos temas levantados durante foi a manipulação de informações de grandes grupos de comunicação e o mercado da comunicação. ‘’Hoje ele tem 70% de emissoras e retransmissoras, editoras e diversas revistas, fora o espectro de TV, rádio e também o impresso. O mercado mundial de comunicação é mais lucrativo do que a extração de petróleo”, ressalta Natasha.

O tema da redução da maioridade penal entrou na pauta. Discutiram-se exemplos de jornalistas que usam o espaço em seus programas de rádio e TV, para mostrar seu posicionamento diante da situação, gerando uma manipulação direta para o receptor. Para a jornalista é absolutamente salutar para uma sociedade democrática, que a gente tenha uma representação diversa, com o exercício da democracia. “Quando se tem onze famílias, que hoje representam o sistema de comunicação do Brasil, a gente, de fato, não consegue representar diversidade e regionalidade”, criticou.

No debate, um dos temas levantados foi a manipulação de informações ( Foto: Beatriz Mendes)

No debate, um dos temas levantados foi a manipulação de informações ( Foto: Beatriz Mendes)

Natasha também destacou um dos problemas enfrentados por ela em algumas manifestações e a importância de se debater sobre o direito à comunicação ‘’Tem muita pouca gente preocupada com o debate da democratização da comunicação. Às vezes, parece ser um trabalho muito técnico, mas, na verdade, é um debate que desrespeita todo mundo. Já nas manifestações de ruas, são as distorções dos jornais e a repressão policial”, lembrou.

Segundo Natasha, os currículos dos cursos de Comunicação têm um recorte cada vez mais técnico. “Com isso, a gente não consegue se aprofundar em um debate que, de fato, é a comunicação social, que se aprofunda sobre direitos humanos, sobre qual é o papel da comunicação social e o papel do comunicador”, concluiu a jornalista, promete voltar à FA7 para um debate no campo estudantil e sobre o direito à comunicação social.

Ivan Lucas
4º semestre

SEMANA DA COMUNICAÇÃO 2015: Dos anões da Branca de Neve à vida de escritor

Inácio Loyola Brandão costura personagens e histórias nas tramas do cotidiano

Ele se descobriu escritor quando, ainda criança, “magro e feio”, segundo suas próprias palavras, e chamou a atenção de todos na sala de aula ao ter o texto elogiado pela professora. Inácio de Loyola Brandão havia reescrito o final de Branca de Neve e, em um ato de coragem, “matou” todos os sete anões com cogumelos envenenados. Essa crônica de sua história de vida marcou, com um bom humor que perdurou por mais de 1h30min de palestra, a segunda noite da Festa Literária 7 de Setembro, a FLI7.

Inácio destacou que a literatura tem quatro pilares (Foto: Layana Vale)

Inácio destacou que a literatura tem quatro pilares (Foto: Layana Vale)

O escritor se classifica como um contador de história, um narrador. Dos 43 livros já escritos por ele, o que mais gosta “Mel de Ocara”, conta histórias de um município cearense, distante 86 km de Fortaleza. Lá, anos atrás, conheceu duas senhoras durante uma palestra itinerante da Bienal do Livro do Ceará. Uma delas, analfabeta, perguntou como ele colocava cada letrinha na página do livro. Tempos depois, quando estava fazendo palestra em outro estado, foi tomado de surpresa por levarem a mesma senhora até ele, já alfabetizada. “Vale a pena escrever. Sempre alguém vai chegar lá”, diz Brandão.

Ele destacou para o auditório, praticamente lotado, que a literatura tem quatro pilares: imaginação, memória, invenção e fantasia. Com essa base, sua verve pela escrita ele constrói e reconstrói a partir do que vê em casa, na vizinhança, nas ruas. Assim, Brandão segue montando personagens que, na sua constatação, não são feitos de uma pessoa só, mas de um conjunto. E esses personagens dão vida aos livros. Tudo isso para ele é uma matemática bem simples. Afinal, “é muito fácil escrever. Só não escrevem que não quer”.

SEMANA DA COMUNICAÇÃO 2015: De leitor a produtor de conteúdo

Segundo Marília Cordeiro, transformar participação em informação é o desafio diário do jornalismo colaborativo

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A jornalista conversou com alunos de Jornalismo e Publicidade da FA7 (Foto: Layana Vale)

“Jornalismo Cidadão: colaborador ou impostor da boa pauta?”. Foi com essa pergunta que Marília Cordeiro, coordenadora do G1 CE, falou sobre como pessoas comuns estão fazendo, o que antes era privilégio de jornalistas: notícias. A palestra aconteceu no estúdio de TV, no final da noite desta quarta-feira, dia 9, na Faculdade 7 de Setembro (FA7).

A jornalista disse que sempre existiu o jornalismo colaborativo, mas atualmente há muito mais canais e plataformas disponíveis para o leitor mandar sua contribuição. Além disso, apontou os cuidados básicos que o repórter na redação precisa ter, diante de materiais enviados por leitores, que são: checar, avaliar a veracidade, a autoria, saber se é um conteúdo inédito e analisar o contexto.

Segundo a coordenadora do G1, cada veículo desenvolveu sua plataforma para acompanhar essa tendência e o que faz a diferença é transformar a participação em informação. “O público tem uma capilaridade enorme. São os nossos olhos em todo lugar. Então, é muito bacana trabalhar com esse conteúdo”, afirmou Marília.

Ana Clara Jovino
6º semestre

SEMANA DA COMUNICAÇÃO 2015: Mauro Costa fala da comunicação em tempos de crise

Investir em comunicação, mesmo em períodos adversos, é proposta do diretor da AD2M Comunicação

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O jornalista esteve nesta manhã, 10, no estúdio de TV

O jornalista Mauro Costa, diretor da AD2M Comunicação, salientou a relevância da visibilidade de uma empresa ou organização em tempos de crise na manhã desta quinta-feira, 10, no estúdio de TV da Faculdade 7 de Setembro (FA7). Mauro vê a situação de adversidade econômica como um momento de oportunidade profissional, frisando que é importante investir em comunicação nessas ocasiões, porém de uma forma adequada à realidade da empresa.

Utilizando suas experiências profissionais como base, o jornalista apontou estratégias e ferramentas cruciais para a gestão de uma crise. Ele evidenciou a importância de uma equipe multidisciplinar para garantir a eficiência de uma assessoria de comunicação.

Ter uma boa rede de relacionamentos, um planejamento de comunicação e um plano de contingência de crise são os pontos principais para manter o cliente e valorizar o trabalho de assessoria. Por constatar que toda empresa tem uma demanda de publicitar o seu negócio, Mauro Costa assegura que é fundamental, independente do momento, sustentar a visibilidade do cliente na imprensa, por acreditar que o que não é visto é esquecido. Outro fator importante é compreender que toda crise passa, por isso, a visão do comunicador deve ser ampla, tendo em vista futuras projeções e crescimento advindos de uma boa comunicação.

Karol Saldanha
2º semestre

SEMANA DA COMUNICAÇÃO 2015: O rádio e as novas visões sobre a produção do meio

Guga de Castro, da Rádio Beach Park, revela bastidores dos programas radiofônicos para estudantes da FA7

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O evento foi realizado no estúdio de rádio da Faculdade 7 de Setembro (Foto: Layana Vale)

O DJ, jornalista, produtor musical e cultural Guga de Castro reuniu alunos da Faculdade 7 de Setembro (FA7), para falar do que mais gosta: o rádio. Nesta quarta-feira, 9, ele ressaltou principalmente o que gosta de fazer no rádio. Entre os destaques, sua carreira e como funciona o dia a dia da Rádio Beach Park, da qual é programador musical.

Ele atualmente atua também no blog e na rádio apresenta os programas Cafuné, Agora Pronto e escrevendo na coluna Coisas Estranhas. Guga explicou que o objetivo da rádio é a exclusividade para se diferenciar das outras emissoras.

Também destacou a importância de falar sobre artistas desconhecidos para gerar o interesse do público. Inclusive muitas matérias do Coisas Estranhas vão para a programação radiofônica. O momento com o DJ possibilitou aos alunos saberem como é feita a interatividade com o ouvinte, programação musical e audiência da rádio.

Edemy Gonçalves
4° semestre

SEMANA DA COMUNICAÇÃO 2015: Na redação publicitária, a dificuldade e o bom uso do humor

Júlio Temporal trás um pouco da experiência do mercado para os estudantes(Foto: Ricardo Vasconcelos)

Uma reflexão sobre o uso do humor na comunicação publicitária. Assim pode ser avaliada a proposta do publicitário Julio Temporal, para a palestra ‘’O humor na criação publicitária”, no segundo dia da Semana da Comunicação 2015, da Faculdade 7 de Setembro (FA7), nesta quarta- feira, 9. Formando em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário Estácio/FIC, e atual redator publicitário da agência Slogan Publicidade, Julio está no mercado publicitária há quase dez anos.

Sem esconder a paixão pelo humor na publicidade Julio já foi premiado diversas vezes pelo trabalho desenvolvido como redator publicitário. “O humor na publicidade é uma ferramenta muito forte”, afirma. Apesar de ter passado por experiências em outras cidades e em grandes agências e grupos de comunicação como Rede Globo, ele destaca o humor como questão cultural, ainda mais no Estado do Ceará.

O publicitário usou exemplos de comerciais locais e de outros países, comparando e mostrando as diferenças entre eles. E destacou a dificuldade de se trabalhar com o humor no Brasil. “O Brasil anda muito moralista. O limite do humor vai até onde não atinge ninguém”, afirma.

Para ele, há uma dificuldade, muitas vezes, em se fazer um comercial em Fortaleza, por conta dos recursos. Julio ainda deu dicas para os alunos que têm interesse no segmento de criação e redação. “Busquem se alimentar de outras áreas para que vocês tenham interesse,” apontou. Por último, destacou que uma das maiores dificuldades ao concluir o curso foi a de não ter portfólio. “Não tinha meu portfólio. E, ainda assim, ia às agências mesmo sem ter marcado reunião, para mostrar meu trabalho”, lembrou.

A estudante do curso de Publicidade e Propaganda da FA7, Sarah Jessica, 23, comentou sobre a palestra e o que ela pode aproveitar sobre o assunto discutido. “A área em que pretendo atuar é a de atendimento. E o que temos que fazer, é abrir a mente para outros campos e também para o humor”, disse. Ao final da palestra, Julio tirou dúvidas dos alunos, sobre as possibilidades do humor e conteúdo criativo.

Ivan Lucas
4° semestre

FLI7: Lira Neto destaca papel da literatura ao abrir I Congresso de Leitura e Educação

Festa Literária reúne escritores locais e nacionais, e tem como proposta valorizar a leitura e a literatura

“Biografia: um flerte entre a história, a literatura e o jornalismo”. Foi com este tema que o jornalista e biógrafo cearense Lira Neto fez a palestra magna de abertura do I Congresso de Literatura e Educação, promovido pela Semana da Pedagogia 2015 e que marca a comemoração de 80 anos do Colégio 7 de Setembro. A Festa Literária 7 de Setembro (FLI7) movimenta mais de 100 atividades (palestras, painéis, oficinas, feira de livros) e prossegue até sábado, 12.

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O evento reuniu alunos de diversos cursos da FA7 no Teatro Nila Soárez (Foto: Camila Tomaz)

A mesa de abertura foi composta pelos diretores da Faculdade 7 de Setembro, Ednilton Gomes Soárez, Ednilo Gomes Soaréz, Henrique Soárez, o vice-diretor Adelmir Jucá, o supervisor do Colégio 7 de Setembro, Fábio Delano Vidal Carneiro, o presidente da Academia Cearense de Letras, José Augusto Bezerra, a presidente da Associação Amigas do livro, Edir Rolim, além do próprio jornalista Lira Neto, patrono da FLI7.

Vencedor do prêmio Jabuti com o livro ”Getúlio”, Lira Neto conversou com o público e tratou de diferentes assuntos relacionados às suas obras. Ele ressaltou a relação entre o jornalismo e a literatura, destacando a necessidade e o papel que as biografias cumprem.

Ao falar sobre a criação literária de biografias por meio do jornalismo, o escritor destacou que o bom jornalismo não está sendo feito mais em jornais e revistas. “O bom jornalismo, hoje, está sendo feito em livros”, disse Lira, destacando a necessidade das biografias, com o intuito de resgatar memórias da história coletiva.

Lira Neto contou histórias pessoais e profissionais em flerte na noite de ontem (Foto: Camila Tomaz)

Lira Neto contou histórias pessoais e profissionais em flerte na noite de ontem (Foto: Camila Tomaz)

Lira Neto ainda revelou os principais pontos que devem ser seguidos em um texto biográfico. ”O texto precisa ser leve, evocar o prazer do leitor, mas, ao mesmo tempo, precisa ser consistente. No caso da biografia, “essa consistência vem no rigor histórico dos fatos, na pesquisa histórica e como você trabalha com as fontes, e depois é tentar transformar em uma narrativa sedutora para o leitor”.

Repórter de profissão, hoje, Lira Neto trabalha apenas como biógrafo, contratado pela editora Companhia das Letras. Ele respondeu a perguntas sobre seus livros publicados e adiantou alguns dos seus próximos trabalhos, que ainda estão em fase de pesquisa. Durante o bate papo questões como as biografias não autorizadas e o envolvimento do autor com a obra também foram discutidas.

Dyego Viana
2º semestre

SEMANADACOMUNICAÇÃO2015: Designer destaca estratégias de administração de crises em redes sociais

Na abertura das atividades, Umehara Parente apontou caminhos para gerenciamento e gestão de comunicação

Professor Umehara Parente, especialista em Comunicação e Marketing e Mídias Digitais, abordou estratégias para prevenir, administrar e reverter crises nas redes sociais (Foto: Layana Vale)

Professor Umehara Parente, especialista em Comunicação e Marketing e Mídias Digitais, abordou estratégias para prevenir, administrar e reverter crises nas redes sociais (Foto: Layana Vale)

“Gestão de crises em redes sociais” foi o tema da palestra que abriu a Semana da Comunicação 2015, nesta terça-feira, 8. O palestrante, designer e professor Umehara Parente, especialista em Comunicação e Marketing e Mídias Digitais, abordou estratégias para prevenir, administrar e reverter crises nas redes sociais. A temática é direcionada à reverberação de problemas em empresas pela internet.

Umehara orientou a como proceder em casos de reclamação e identificação de crises por meio das mídias sociais. Mencionando ocasiões em que reclamações de empresas conhecidas reverberaram nas redes, ele pontuou táticas a fim de evitar ou solucionar uma crise, evidenciando que a melhor forma de resolver é a prevenção.

A insatisfação de clientes e a propagação desse descontentamento por meio das redes sociais é o que gera a crise de uma empresa no meio virtual que, consequentemente, tende a passar para o meio off-line. Umehara tratou de questões como monitoramento de redes, averiguação do problema, velocidade de resposta e esclarecimento, empatia e humanização de relações para demonstrar a forma mais responsável de lidar com a situação. Muitos alunos participaram da palestra, que ocorreu no estúdio de TV, por meio de perguntas e observações relacionadas ao tema, envolvendo empresas e marcas conhecidas pelos estudantes.

Karol Saldanha
2º semestre

 

SEMANADACOMUNICAÇÃO2015: Recheado de paixão, blog traz novos ângulos do futebol

Com olhar diferenciado, Rafael Luís consegue reconhecimento no jornalismo esportivo com o “Verminosos por Futebol”

Rafael Luís consegue reconhecimento no jornalismo esportivo com o “Verminosos por Futebol” (Foto: Ricardo Vasconcelos)

Rafael Luís consegue reconhecimento no jornalismo esportivo com o “Verminosos por Futebol” (Foto: Ricardo Vasconcelos)

Com objetividade e transparência, destacando sua iniciativa empreendedora, que procura fugir do lugar comum e com abordagem exclusiva. Foi assim que jornalista Rafael Luís, autor do blog “Verminosos por Futebol”, revelou para os estudantes da Faculdade 7 de Setembro (FA7), como vem tratando histórias sobre futebol, desde 2012. Nesta terça-feira, 8, ele conversou sobre o tema “Empreendedorismo em Webjornalismo”, na Semana de Comunicação/2015. Expôs para os alunos o crescimento do blog na internet – http://www.verminososporfutebol.com.br/ -, por meio de pautas pouco referidas na mídia esportiva.

Ao avaliar que o jornalismo esportivo no Ceará trata sempre dos mesmos assuntos, como contratações, resultados de jogos e as principais rodadas dos campeonatos, Rafael, em seu blog – que conta com a parceria da sua esposa, a publicitária Larissa Cavalcante -, aborda pautas consideradas desimportantes para os grandes veículos de comunicação.

Por exemplo, times de bairros em Fortaleza, com uma série de reportagens no hotsite Futebol de Raiz. Como resultado de “garimpar e trabalhar histórias”, a primeira reportagem da série, com o cearense Flávio Aurélio Silva, cego, que é técnico de um time amador do Bom Jardim. Os direitos da história foram adquiridos pela revista inglesa “Four Four Two”, uma das mais conceituadas publicações sobre futebol. Rafael acredita ser esse o sucesso de seu blog, que hoje atrai anunciantes e reconhecimento na área.

Paloma Magalhães
4º semestre